domingo, 24 de junho de 2012

Humanidade 2012 - 19 de junho de 2012






    A conferência Rio+20 modificou a cidade nessa última semana. Manifestações, trânsito confuso, turistas, autoridades, cariocas aproveitando os eventos. E por trás desse movimento  animado e criativo, questões sérias sobre meio ambiente e saúde do planeta são debatidas, e cada decisão é um passo para o futuro, que esperamos mesmo ser melhor, mais consciente, mais sustentável.

    Na sexta feira visitei a exposição Humanidade 2012, organizada por Bia Lessa. O local, Forte de Copacabana já é lindo e inspirador, e com as instalações, ficou ainda mais bonito.

Segue o link da exposição, caso você queira mais detalhes.


     Enquanto esperávamos para entrar, esses bonequinhos nos lembravam a quantidade de seres humanos e o desafio de uma vida sustentável...




         Na primeira sala pensamos na ação do homem no mundo, e no teto, uma máquina desenha diversos pés minúsculos, para lembrarmos que nossos passos deixam marcas no mundo, no coletivo.


Muita poesia pelas paredes, o que tornou a exposição super especial.


      Um desafio: o quanto precisamos acumular? o que realmente precisamos para nosso bem estar?
      Pensando no fazer em saúde: como conquistar o bem estar social, como exercitar a liberdade e trabalhar em cooperação?

Informações de um mundo conectado: esse número indica o número de obesos no mundo hoje.


Quantidade de dinheiro gasto com drogas ilegais hoje.

Quantidade de dinheiro empregado na Saúde Pública hoje.



       Olhando para essas informações, pensei na nossa vida de saúde pública. Não apenas ao refletir no financiamento necessário a uma atenção de qualidade, mas também nas ações que planejamos, como o estímulo à alimentação saudável e à prática de exercícios físicos. E o gasto com drogas? Atual é o debate sobre redução de danos, internação a revelia e a falta de centros especializados que apoiem e tratem os usuários em diferentes graus de dependência.




E essa é a Capela Espaço da Humanidade... que lugar lindo!!



     Uma biblioteca linda, com livros escolhidos por 120 personalidades, entre políticos, artistas, ativistas, intelectuais...

As escolhas de Dona Canô.


"Caminhar é uma sucessão de desequilíbrios"



    Na sala seguinte, buraquinhos nas paredes que traziam todo tipo de informação. Vários raios de luz verde atravessavam o salão, mostrando como tudo se conecta.


     Quando percebo que também temos muitas palavras no chão, resolvo tirar uma foto. Qual minha surpresa ao vê-la no computador?

...seguindo os caminhos do Hino Nacional!


Essa instalação é incrível!! repare no detalhe na foto seguinte:


      Depois de pensar sobre linguagem e a comunicação (ferramentas de um trabalho de qualidade no cuidado), o próximo passo viria mais de encontro à realidade do trabalho no SUS, no sentido de garantir acesso e qualidade para todos.




      Jorge Mautner, autor da frase acima, foi quem fechou o dia com um show... impressionante como é importante viver experiências e não apenas estudar e ficar no campo da academia - aliás, experimentação é um marco da nossa extensão. Somos uma UERJ sem muros!!

      Mesmo conhecendo a trajetória de lutas políticas, de pensador brasileiro, me emocionei no show. E como é importante para o aluno de graduação ou o enfermeiro ter contato com essa sensibilidade que a arte desperta!

      Assim desenvolvemos um trabalho mais intenso, mais conectado com o outro, e podemos aproveitar para encontrar nossas emoções (também tema de alguns projetos de extensão da Fenf UERJ).


      Nesse local da exposição algumas mesas vinham com informações técnicas que mostram a mistura singular da identidade brasileira e dos desafios que isso traz, também no campo da saúde.


     Olha a saúde mais uma vez como ponto primordial para o desenvolvimento humano e segurança ambiental. Temos projetos de extensão que tratam  questões de saúde ambiental!


        A saúde coletiva/pública cada vez mais preocupa-se com a garantia do princípio de equidade do SUS, mantendo programas onde populações em situação de vulnerabilidade têm seu espaço para serem acolhidas, ouvidas, e se constituirem como sujeitos que merecem uma sociedade menos preconceituosa, merecem ser cuidados por profissionais de saúde que respeitem a individualidade do usuário e que possam numa construção coletiva garantir cada vez mais direitos.


Nosso país trançado em cores....


A questão das terras indígenas: assunto muito presente no exposição, assim como nos debates da Cúpula dos Povos no MAM.


      Na foto abaixo, o Museu do Amanhã, que trazia filmes e depoimentos enquanto questionamentos passavam pela bancada que dividia o ambiente.




Como o mundo e a saúde vão lidar com o envelhecimento da população? Já considerada uma questão a ser melhor avaliada na Atenção Básica, por exemplo, é preciso pensar no cuidado de nossos idosos.


            Essa foi nossa aventura, digo, atividade extensionista durante a Rio+20.
            Nossos sinceros desejos que o resultado da conferência nos ajude a chegar ao "dia de amanhã".


texto e fotos: Ana Cristina Rezende de Castro



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