domingo, 24 de junho de 2012

Cúpula dos Povos - 17 de junho de 2012

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    O domingo lindo de sol foi o cenário incrível para aproveitar o clima que tomou conta do Rio com tantos visitantes e suas diversidades. Fui visitar a Cúpula dos Povos.

    "Com a denúncia das causas estruturais das crises, das falsas soluções e das novas formas de reprodução do capital, a Cúpula pretende expor à sociedade civil as razões dos problemas de ordem social e ambiental do planeta." , diz o site dos organização do evento.


     Com a participação de representantes de diversos países, a Cúpula discutiu e  buscou apresentar soluções e novos paradigmas dos povos para os problemas mais graves enfrentados hoje no mundo. Ambientalistas, representantes de diversos grupos organizados na luta contra o preconceito, a intolerância, em busca de um mundo de paz, sustentável e mais justo.












       As manifestações foram pacíficas, com muita dança e música. Tiramos muitas fotos, conversamos com pessoas interessantes e conhecemos novas realidades. A preocupação com a construção coletiva de um futuro melhor estava presente em todas as rodas, em todas as falas. Ouvimos um grupo de comunidades indígenas conversando sobre saúde, pensando como unir tradição e tecnologia no cuidado.



       O GreenPeace tinha um espaço ótimo, com apresentações e debates  com enfoque em novas energias, em tecnologias limpas que não destruam a vida no planeta.

        A Rádio Cúpula estava em pleno funcionamento. Naquele mesmo dia à noite ela foi desativada por conta de denúncias que afirmavam que as transmissões estavam interferindo no controle dos aviões do aeroporto Santos Dumont. No dia seguinte ela voltou a funcionar, mas sem usar frequência de rádio.


                                    

        Os Correios lançaram os selos para registrar o evento, cada um lembrando um aspecto, um tema, algo que envolvesse diretamente sustentabilidade.


       Os povos indígenas deram o tom colorido ao movimento no Aterro do Flamengo. Muita dança, muitas palavras defendendo suas terras, suas crenças, suas tradições. E muitos querem também direito à tecnologia, às mudanças que respeitem seu próprio tempo, avanços que sejam inclusivos, que dialoguem com seus saberes.


        Foi difícil escolher quais dividir aqui no nosso espaço, tantas as imagens lindas que fizemos. 




      A força de um povo estampada no rosto, força que através da dança e do canto demonstra sua fé, sua resistência, sua sabedoria.



         Acima 2  fotos das exposições no primeiro andar do Museu de Arte Moderna. Num espelho víamos nossa imagem refletida com a frase "Eu sou nós".  A exposição lembrava nosso viver coletivo, a necessidade de repensar o futuro do  planeta e reforçava a idéia de que é preciso unir as forças dos diversos povos para sobrevivemos. É precisamos "saber cuidar", como diz Boff.

        A videoinstalação de Siron Franco, "Brasil Cerrado", foi super interessante. Na saída uma frase na parede traz uma reflexão incômoda, mas necessária.


         Nossas atividades extensionistas abrem janelas para novos conhecimentos, ações sociais, ampliam a visão de mundo da academia... e nesse evento pude fazer muitas conexões com nossos projetos: seja pensando em saúde e etnias, ao ouvir mães reunidas defendendo a amamentação, ou participando de uma roda onde grupos de catadores falavam sobre saúde do planeta.

         Aprender com os diversos sujeitos na "sociedade" é ressignificar a visão que temos do mundo e qualificar o cuidado que podemos oferecer como enfermeiros. Não apenas humanizados, mas humanos. E criando coletivamente o mundo que queremos.


texto e fotos: Ana Cristina Rezende de Castro

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