quarta-feira, 24 de outubro de 2012

23º UERJ sem Muros

23º UERJ sem Muros


Aconteceu, do dia 01 a 05 de Outubro de 2012, o 23º UERJ sem Muros.


O evento mobiliza toda a Universidade com um objetivo comum: apresentar à sociedade a produção acadêmica realizada nas diversas áreas de conhecimento, envolvendo ensino, pesquisa, extensão e cultura. 

O estímulo à participação da comunidade é marca registrada do evento.

Algumas das atividades desenvolvidas pelas Sub-Reitorias:
Sub-reitoria de Graduação (SR-1)
—12ª Semana de Graduação
Sub-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa (SR-2)
—21ª Semana de Iniciação Científica
Sub-reitoria de Extensão e Cultura (SR-3)
—16ª Mostra de Extensão
—23ª Feira de Prestação de Serviço
—9º Espaço Ciência


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Apresentação do Núcleo de Extensão

          O Núcleo de Extensão da Faculdade de Enfermagem criado em 1992 constituiu o primeiro espaço de Coordenação de atividades de Extensão Universitária no âmbito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Ao longo desses 20 anos de existência, o Núcleo de Extensão da Faculdade de Enfermagem (NEXT/ENF) vêm contribuindo com o ensino-aprendizagem de estudantes do Curso de Graduação por meio de atividades extracurriculares com a comunidade e diferentes setores da sociedade.

Essa proposta vem sendo desenvolvida conjugando ações interdisciplinares, interdepartamentais, integrando a multiplicidade de experiências, saberes e práticas de cuidado em saúde e cidadania; pautada na educação crítica e reflexiva no processo de formação de novos profissionais de saúde.

Dessa maneira, o Projeto Político Pedagógico da FENF/UERJ (2005) por meio da flexibilização e a integralização curricular têm apoiado suas ações em consonância com a Política Nacional de Extensão que vem sendo pactuada pelas Instituições de Ensino Superior integrantes do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras. Definindo como diretrizes para a extensão a indissociabilidade com o ensino e a pesquisa, a interdisciplinaridade e a relação bidirecional com a sociedade (Brasil, 2001).       

Esse compromisso caracteriza-se pela integração da ação desenvolvida à formação técnica e cidadã do estudante, no momento em que eles experienciam o cuidado em diferentes dimensões e complexidade, vivenciando práticas em diferentes campos de saber e setores da sociedade, por meio da escuta atenta, de envolvimento com as demandas e necessidades do outro. Com isso, adquirindo, produzindo e divulgando novos conhecimentos orientados por docentes, em parceria com as comunidades e aprendendo com o saber popular dessas comunidades.

Atualmente o Núcleo de Extensão da Faculdade de Enfermagem/ /UERJ possui 34 projetos cadastrados no Departamento de Extensão da Universidade. Também realiza cursos e eventos extensionistas.

As atividades extensionistas procuram envolver a totalidade dos estudantes da faculdade, pois em algum momento do curso, as atividades ampliadas dos projetos ou de alguma disciplina, incluem práticas educativas e assistenciais através das Feiras de Saúde junto a grupos específicos da população ou à coletividade. Nesse momento os projetos se articulam entre si, com outras instituições e com a população em geral.

A articulação dos projetos de extensão desenvolvidos no âmbito da Atenção Primária tem sido um canal de interlocução com a Secretaria Municipal de Saúde, pois cada projeto de extensão tem buscado avaliar suas ações extencionistas, revisando os seus eixos integradores e articulando nossas atividades práticas na perspectiva de construção de práticas integradas de ensino-aprendizagem, viabilizando cenários que concretizem a formação do aluno, com ênfase na interdisciplinaridade e na abordagem integral à saúde.

A continuidade e expansão das atividades da extensão universitária em integração com os serviços são perspectivas prioritárias para a Faculdade. Nesse sentido, convidamos todos os professores e estudantes a compartilhar seus conhecimentos desenvolvendo atividades de extensão.

O Núcleo de Extensão da Faculdade de Enfermagem localiza-se no 7º andar do Prédio Profº Paulo de Carvalho, Av. 28 de Setembro, 157 – Sala 711 – Hall do elevadores.

Contato: next.fenfuerj@gmail.com   - Tel. (21) 2868-8236   Ramal - 205

Aguardamos você!
Equipe do Núcleo:

Profª Lucia Penna
Enfª Ana Cristina Castro
Débora Priscila Granado

Vacinando a Comunidade - 30 de maio de 2012


       O projeto de extensão da FEnf UERJ "Vacinando a Comunidade", coordenado pela Professora Ana Leão, movimentou o hall do nosso prédio dia 30 de maio.


Vacinou funcionários, alunos e membros da comunidade.


          As bolsistas e as voluntárias do projeto vacinaram e orientaram a comunidade quanto à importância de manter o cartão de vacinação em dia, agendando outras doses quando necessário.


       O evento foi ótimo! E o Núcleo de Extensão não apenas registrou o momento como participou ativamente da Campanha!!


  "Vacinação para quem precisa de proteção:
 um direito seu assegurado pelo SUS"

segunda-feira, 25 de junho de 2012

VER-SUS - oportunidade de vivências no SUS


Edição de inverno do VER-SUS abre inscrições

Projeto de vivências e estágios na realidade do SUS acontecerá em diferentes regiões do país
 
      A edição de inverno do projeto Vivências e estágios na realidade do SUS (VER-SUS BRASIL) já aceita inscrições de estudantes de graduação e pós-graduação que desejam realizar ou facilitar os estágios de vivência. Coordenado pelo Ministério da Saúde junto à Rede Unida, o projeto conta com comissões estaduais que viabilizam as edições.
 
Saiba mais em 
 

domingo, 24 de junho de 2012

Humanidade 2012 - 19 de junho de 2012






    A conferência Rio+20 modificou a cidade nessa última semana. Manifestações, trânsito confuso, turistas, autoridades, cariocas aproveitando os eventos. E por trás desse movimento  animado e criativo, questões sérias sobre meio ambiente e saúde do planeta são debatidas, e cada decisão é um passo para o futuro, que esperamos mesmo ser melhor, mais consciente, mais sustentável.

    Na sexta feira visitei a exposição Humanidade 2012, organizada por Bia Lessa. O local, Forte de Copacabana já é lindo e inspirador, e com as instalações, ficou ainda mais bonito.

Segue o link da exposição, caso você queira mais detalhes.


     Enquanto esperávamos para entrar, esses bonequinhos nos lembravam a quantidade de seres humanos e o desafio de uma vida sustentável...




         Na primeira sala pensamos na ação do homem no mundo, e no teto, uma máquina desenha diversos pés minúsculos, para lembrarmos que nossos passos deixam marcas no mundo, no coletivo.


Muita poesia pelas paredes, o que tornou a exposição super especial.


      Um desafio: o quanto precisamos acumular? o que realmente precisamos para nosso bem estar?
      Pensando no fazer em saúde: como conquistar o bem estar social, como exercitar a liberdade e trabalhar em cooperação?

Informações de um mundo conectado: esse número indica o número de obesos no mundo hoje.


Quantidade de dinheiro gasto com drogas ilegais hoje.

Quantidade de dinheiro empregado na Saúde Pública hoje.



       Olhando para essas informações, pensei na nossa vida de saúde pública. Não apenas ao refletir no financiamento necessário a uma atenção de qualidade, mas também nas ações que planejamos, como o estímulo à alimentação saudável e à prática de exercícios físicos. E o gasto com drogas? Atual é o debate sobre redução de danos, internação a revelia e a falta de centros especializados que apoiem e tratem os usuários em diferentes graus de dependência.




E essa é a Capela Espaço da Humanidade... que lugar lindo!!



     Uma biblioteca linda, com livros escolhidos por 120 personalidades, entre políticos, artistas, ativistas, intelectuais...

As escolhas de Dona Canô.


"Caminhar é uma sucessão de desequilíbrios"



    Na sala seguinte, buraquinhos nas paredes que traziam todo tipo de informação. Vários raios de luz verde atravessavam o salão, mostrando como tudo se conecta.


     Quando percebo que também temos muitas palavras no chão, resolvo tirar uma foto. Qual minha surpresa ao vê-la no computador?

...seguindo os caminhos do Hino Nacional!


Essa instalação é incrível!! repare no detalhe na foto seguinte:


      Depois de pensar sobre linguagem e a comunicação (ferramentas de um trabalho de qualidade no cuidado), o próximo passo viria mais de encontro à realidade do trabalho no SUS, no sentido de garantir acesso e qualidade para todos.




      Jorge Mautner, autor da frase acima, foi quem fechou o dia com um show... impressionante como é importante viver experiências e não apenas estudar e ficar no campo da academia - aliás, experimentação é um marco da nossa extensão. Somos uma UERJ sem muros!!

      Mesmo conhecendo a trajetória de lutas políticas, de pensador brasileiro, me emocionei no show. E como é importante para o aluno de graduação ou o enfermeiro ter contato com essa sensibilidade que a arte desperta!

      Assim desenvolvemos um trabalho mais intenso, mais conectado com o outro, e podemos aproveitar para encontrar nossas emoções (também tema de alguns projetos de extensão da Fenf UERJ).


      Nesse local da exposição algumas mesas vinham com informações técnicas que mostram a mistura singular da identidade brasileira e dos desafios que isso traz, também no campo da saúde.


     Olha a saúde mais uma vez como ponto primordial para o desenvolvimento humano e segurança ambiental. Temos projetos de extensão que tratam  questões de saúde ambiental!


        A saúde coletiva/pública cada vez mais preocupa-se com a garantia do princípio de equidade do SUS, mantendo programas onde populações em situação de vulnerabilidade têm seu espaço para serem acolhidas, ouvidas, e se constituirem como sujeitos que merecem uma sociedade menos preconceituosa, merecem ser cuidados por profissionais de saúde que respeitem a individualidade do usuário e que possam numa construção coletiva garantir cada vez mais direitos.


Nosso país trançado em cores....


A questão das terras indígenas: assunto muito presente no exposição, assim como nos debates da Cúpula dos Povos no MAM.


      Na foto abaixo, o Museu do Amanhã, que trazia filmes e depoimentos enquanto questionamentos passavam pela bancada que dividia o ambiente.




Como o mundo e a saúde vão lidar com o envelhecimento da população? Já considerada uma questão a ser melhor avaliada na Atenção Básica, por exemplo, é preciso pensar no cuidado de nossos idosos.


            Essa foi nossa aventura, digo, atividade extensionista durante a Rio+20.
            Nossos sinceros desejos que o resultado da conferência nos ajude a chegar ao "dia de amanhã".


texto e fotos: Ana Cristina Rezende de Castro



Cúpula dos Povos - 17 de junho de 2012

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    O domingo lindo de sol foi o cenário incrível para aproveitar o clima que tomou conta do Rio com tantos visitantes e suas diversidades. Fui visitar a Cúpula dos Povos.

    "Com a denúncia das causas estruturais das crises, das falsas soluções e das novas formas de reprodução do capital, a Cúpula pretende expor à sociedade civil as razões dos problemas de ordem social e ambiental do planeta." , diz o site dos organização do evento.


     Com a participação de representantes de diversos países, a Cúpula discutiu e  buscou apresentar soluções e novos paradigmas dos povos para os problemas mais graves enfrentados hoje no mundo. Ambientalistas, representantes de diversos grupos organizados na luta contra o preconceito, a intolerância, em busca de um mundo de paz, sustentável e mais justo.












       As manifestações foram pacíficas, com muita dança e música. Tiramos muitas fotos, conversamos com pessoas interessantes e conhecemos novas realidades. A preocupação com a construção coletiva de um futuro melhor estava presente em todas as rodas, em todas as falas. Ouvimos um grupo de comunidades indígenas conversando sobre saúde, pensando como unir tradição e tecnologia no cuidado.



       O GreenPeace tinha um espaço ótimo, com apresentações e debates  com enfoque em novas energias, em tecnologias limpas que não destruam a vida no planeta.

        A Rádio Cúpula estava em pleno funcionamento. Naquele mesmo dia à noite ela foi desativada por conta de denúncias que afirmavam que as transmissões estavam interferindo no controle dos aviões do aeroporto Santos Dumont. No dia seguinte ela voltou a funcionar, mas sem usar frequência de rádio.


                                    

        Os Correios lançaram os selos para registrar o evento, cada um lembrando um aspecto, um tema, algo que envolvesse diretamente sustentabilidade.


       Os povos indígenas deram o tom colorido ao movimento no Aterro do Flamengo. Muita dança, muitas palavras defendendo suas terras, suas crenças, suas tradições. E muitos querem também direito à tecnologia, às mudanças que respeitem seu próprio tempo, avanços que sejam inclusivos, que dialoguem com seus saberes.


        Foi difícil escolher quais dividir aqui no nosso espaço, tantas as imagens lindas que fizemos. 




      A força de um povo estampada no rosto, força que através da dança e do canto demonstra sua fé, sua resistência, sua sabedoria.



         Acima 2  fotos das exposições no primeiro andar do Museu de Arte Moderna. Num espelho víamos nossa imagem refletida com a frase "Eu sou nós".  A exposição lembrava nosso viver coletivo, a necessidade de repensar o futuro do  planeta e reforçava a idéia de que é preciso unir as forças dos diversos povos para sobrevivemos. É precisamos "saber cuidar", como diz Boff.

        A videoinstalação de Siron Franco, "Brasil Cerrado", foi super interessante. Na saída uma frase na parede traz uma reflexão incômoda, mas necessária.


         Nossas atividades extensionistas abrem janelas para novos conhecimentos, ações sociais, ampliam a visão de mundo da academia... e nesse evento pude fazer muitas conexões com nossos projetos: seja pensando em saúde e etnias, ao ouvir mães reunidas defendendo a amamentação, ou participando de uma roda onde grupos de catadores falavam sobre saúde do planeta.

         Aprender com os diversos sujeitos na "sociedade" é ressignificar a visão que temos do mundo e qualificar o cuidado que podemos oferecer como enfermeiros. Não apenas humanizados, mas humanos. E criando coletivamente o mundo que queremos.


texto e fotos: Ana Cristina Rezende de Castro